1. Pertencimento e experiências de rejeição
Seres humanos são profundamente sociais. Ao longo do desenvolvimento e da vida adulta, relações podem oferecer cuidado, informação, cooperação, proteção, identidade social e oportunidades. Sinais de aceitação e exclusão podem, portanto, adquirir relevância motivacional. Querer pertencer não é fraqueza, e isso não significa que seja necessário receber a aprovação de todos.
Rejeição social pode produzir respostas emocionais, cognitivas e fisiológicas mensuráveis. Estudos experimentais indicam efeitos da exclusão sobre afeto, atenção e comportamento subsequente. Pesquisas de neuroimagem identificam participação de redes ligadas à saliência, conflito, avaliação e experiência aversiva.
Isso não significa que rejeição seja exatamente igual à dor física. Há alguma sobreposição de processos e também diferenças importantes.
Não existe uma única região cerebral responsável pela rejeição. A experiência envolve redes distribuídas relacionadas à percepção, memória, saliência, emoção, autorreferência, controle e tomada de decisão. Reduzi-la à amígdala ou a uma única área cortical simplifica demais o fenômeno.
Pessoas podem responder de maneiras diferentes a experiências parecidas. Temperamento, frequência e intensidade, contexto, suporte social e experiências posteriores podem influenciar essas trajetórias. Rejeição não possui um único desfecho psicológico.