2. Cérebro e corpo diante de demandas
O hipotálamo participa da regulação de funções necessárias ao equilíbrio do organismo, como temperatura, fome, sede, ritmos biológicos e atividade endócrina. Também participa da coordenação de respostas autonômicas e neuroendócrinas diante de diferentes demandas.
Sistema nervoso autônomo
O sistema nervoso autônomo ajuda a regular funções internas e a adaptar o organismo às condições do momento. De forma didática, costuma-se destacar dois ramos:
- Simpático: pode contribuir para ajustes diante de demandas, como alterações da frequência cardíaca, mobilização de energia e mudanças na atividade gastrointestinal.
- Parassimpático: participa de funções como regulação cardíaca, digestão, recuperação e controle visceral.
Esses ramos não correspondem a “ruim” e “bom”. Ambos são necessários. A ativação simpática pode ser adequada durante exercício, competição ou resposta a uma emergência. A questão é se a resposta se ajusta à demanda e pode mudar quando as circunstâncias mudam.
Eixo hipotálamo–hipófise–adrenal
Desafios e ameaças percebidas também podem envolver sistemas hormonais. Um deles é o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, que participa da liberação de cortisol:
Hipotálamo → CRH → hipófise anterior → ACTH → córtex adrenal → cortisol
O cortisol participa de diversas funções e da adaptação do organismo. Não é, por si só, um “vilão”. Seus efeitos dependem de fatores como intensidade, duração, ritmo diário, frequência das demandas, possibilidade de recuperação e características individuais.
Experiências psicológicas podem acompanhar alterações fisiológicas por mecanismos biológicos. Isso mostra a interação entre processos psicológicos e fisiológicos, sem significar que tudo seja explicado por fatores emocionais.