3. Estresse e adaptação
O organismo regula variáveis fisiológicas para manter condições compatíveis com seu funcionamento. Esse processo é chamado homeostase. Para responder a demandas que mudam, o corpo também realiza ajustes adaptativos, descritos pelo conceito de alostase: estabilidade alcançada por meio de mudança.
Uma resposta aguda ao desafio pode ser adaptativa. Uma prova, uma apresentação ou uma emergência podem exigir alterações fisiológicas que preparem a pessoa para responder. Portanto, estresse não é automaticamente sinônimo de doença.
Demandas intensas, frequentes, prolongadas, imprevisíveis ou difíceis de controlar podem exceder repetidamente a capacidade adaptativa. A carga alostática descreve o custo fisiológico cumulativo que pode acompanhar a mobilização recorrente ou prolongada de sistemas de adaptação. Isso não significa que o estresse cause todas as doenças; seus possíveis efeitos interagem com muitos outros fatores.
As respostas defensivas variam
“Luta ou fuga” é uma descrição incompleta das respostas de proteção. Conforme a espécie, o contexto e a natureza da ameaça, podem ocorrer orientação, vigilância, imobilidade defensiva, fuga ou confronto. No ser humano, as respostas também dependem da aprendizagem, da cognição, das normas sociais e das opções disponíveis.
Sensações corporais podem aparecer antes que a pessoa formule uma explicação consciente. A frequência cardíaca pode aumentar ou a respiração mudar, e só depois a pessoa se perguntar o motivo. Nem toda resposta começa com um pensamento consciente, e uma reação intensa, isoladamente, não demonstra a presença de trauma.
Respostas de proteção são parte de um organismo que tenta se adaptar. Sua adequação depende da relação entre a resposta e o contexto atual.