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1. Neuroplasticidade e limites da mudança

O sistema nervoso pode modificar aspectos de sua estrutura e funcionamento em resposta à experiência, à atividade, ao desenvolvimento, à aprendizagem, ao ambiente e a lesões. Essa propriedade, apresentada no Módulo 2, agora ajuda a integrar a progressão da Base Científica.

Plasticidade pode envolver mudanças na eficácia de sinapses, na organização de circuitos, em estruturas celulares e no recrutamento de redes. Os mecanismos e a magnitude da mudança variam conforme idade, sistema, contexto e condição.

Neuroplasticidade descreve uma capacidade biológica. Ela não promete que pensar repetidamente em algo o tornará realidade, que visualizar um resultado garantirá sua realização, que um prazo fixo reprogramará qualquer hábito ou que toda doença possa ser revertida pela mente. Genética, desenvolvimento, saúde, ambiente, contexto social, limitações fisiológicas e acaso também importam.

Experiências e desenvolvimento

Alguns processos de plasticidade dependem de experiências comuns esperadas durante o desenvolvimento; outros refletem experiências específicas da vida de uma pessoa. Isso ajuda a evitar duas conclusões extremas: que tudo é determinado pela infância ou que tudo pode ser reconstruído por completo na vida adulta.

O desenvolvimento inicial importa, e a aprendizagem posterior também. A história influencia possibilidades sem ser sinônimo de destino.