1. Humilhação, vergonha e culpa
As pessoas vivem em grupos e recebem sinais de aceitação, status, competência, adequação e pertencimento. A avaliação social pode fornecer informações úteis. Em determinadas circunstâncias, porém, experiências de exposição podem adquirir forte significado e ativar respostas intensas de proteção. Preocupar-se com a opinião alheia não é, por si só, patológico.
Humilhação costuma envolver rebaixamento, desvalorização ou exposição degradante, frequentemente numa relação de poder ou diante de outras pessoas. Vergonha é uma emoção autoconsciente que pode envolver a percepção de inadequação, exposição ou desvalorização do próprio eu. Uma pessoa pode ser humilhada e sentir raiva, tristeza ou vergonha; também pode sentir vergonha sem ter sido objetivamente humilhada.
Culpa tende a concentrar-se na avaliação de uma ação — “fiz algo errado”. Vergonha pode envolver uma avaliação mais global — “há algo errado comigo”. A distinção é útil, embora não seja absoluta: emoções dependem de contexto, cultura, linguagem e diferenças individuais.
Um acontecimento, uma emoção e uma conclusão sobre o próprio eu são dimensões diferentes.