6. Experiência, aprendizagem e padrões
Experiências podem influenciar o que aprendemos e a probabilidade de certas respostas futuras. Elas não produzem necessariamente o mesmo resultado em todas as pessoas. Genética, desenvolvimento, idade, intensidade e duração da experiência, contexto, apoio social, experiências posteriores, estado fisiológico e outras características podem participar desse processo.
Por isso, não se deve tratar uma experiência específica como explicação única para um comportamento, nem transformar a história de alguém numa sentença. Uma formulação mais cuidadosa é: essa experiência pode ter contribuído para determinadas aprendizagens e padrões de resposta.
Plasticidade não tem uma direção moral. O sistema nervoso pode aprender habilidades úteis e também respostas como medo, evitação ou vigilância que se tornam pouco adequadas em certos contextos. A possibilidade de mudança não garante um resultado específico, mas indica que as respostas não precisam ser entendidas como imutáveis.
Um modelo para relacionar experiência e aprendizagem
O modelo didático da Aula 1 pode ser ampliado para incluir a aprendizagem e seus possíveis efeitos em respostas futuras:
Acontecimento
↓
Percepção e interpretação
↓
Resposta emocional e fisiológica
↓
Comportamento
↓
Consequência
↓
Aprendizagem
↓
Mudança na probabilidade de respostas futuras
↓
Repetição em determinadas condições
↓
Possível formação de padrões
Esse esquema organiza ideias para o estudo e não representa todos os mecanismos envolvidos. Um padrão pode ter sido influenciado por aprendizagens anteriores, mas essa história não determina sozinha o futuro. Compreender como o padrão se forma e se mantém pode ajudar a investigar novas respostas.