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4. Aprender ameaça e segurança

Uma experiência ameaçadora pode levar o organismo a responder a estímulos semelhantes ao estímulo original. Essa extensão da aprendizagem é chamada generalização. Ela pode ser útil: não é necessário encontrar exatamente a mesma situação perigosa para reconhecer pistas parecidas. Quando a resposta se estende a situações com pouco risco, porém, pode deixar de se ajustar bem ao contexto.

O processo complementar é a discriminação: aprender que uma pista está associada a determinada consequência, enquanto outra não possui a mesma associação. O sistema aprende tanto a identificar o que pode ser perigoso quanto as condições em que não é necessário responder da mesma maneira.

Segurança também pode ser aprendida. Previsibilidade, controle e novas experiências podem contribuir para associações e respostas diferentes. Uma aprendizagem nova nem sempre apaga a anterior; muitas vezes, respostas aprendidas coexistem e podem competir. Mudar pode envolver construir novas aprendizagens que alteram qual resposta se torna mais provável em certo contexto.

Uma metáfora para pensar sobre contexto

Um alarme de incêndio que não dispara diante de um incêndio falha em sua função. Se dispara sempre que alguém faz uma torrada, também há um desajuste entre a resposta e a situação. A comparação ajuda a pensar sobre sensibilidade e contexto.

Essa é apenas uma metáfora. Ansiedade não é literalmente um alarme cerebral defeituoso, e a metáfora não explica sozinha as causas de uma resposta individual.