1. Escolha e funções executivas
Toda decisão ocorre em determinadas condições biológicas, psicológicas, sociais e ambientais. Sono, fome, estresse, emoções, aprendizagem anterior, valores, contexto, informação disponível, custos e recompensas podem influenciar o que fazemos. Essas influências não tornam toda ação inevitável.
Também não é necessário imaginar um “eu racional” separado do cérebro para explicar a escolha. Escolher é um processo que envolve diferentes capacidades e informações.
Funções executivas
Funções executivas é o nome dado a processos cognitivos que ajudam a organizar o comportamento de acordo com objetivos, sobretudo quando uma resposta automática não basta. Entre eles estão memória de trabalho, controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento, monitoramento e controle da atenção. São processos relacionados, mas não idênticos.
O córtex pré-frontal participa de redes importantes para controle cognitivo, planejamento, tomada de decisão e comportamento orientado a objetivos. Suas diferentes regiões interagem com áreas parietais, estriado, tálamo, sistemas límbicos e outras estruturas. Por isso, chamá-lo de “CEO do cérebro” pode servir como metáfora introdutória, mas não descreve a organização distribuída da tomada de decisão.
Não existe uma única região que tome todas as decisões por alguém.